sábado, 16 de maio de 2009

Método Clínico

Na aula 7 de psicologia, tivemos que realizar uma experiência com uma criança para diagnosticar em que estágio do desenvolvimento segundo Piaget ela se encontra.

Apliquei com uma criança (minha irmã) de 7anos e 8 meses a seguinte Prova: A Conservação dos Líquidos (quantidades contínuas).

Realizei o seguinte relato:

A criança apresentou muito interesse em realizar o experimento. Também se demonstrou curiosa e ansiosa para saber o processo do experimento. Por ser um trabalho da faculdade de sua irmã, sentiu-se importante perante a realização do mesmo.
Em todos os momentos, a menina foi espontânea em suas ações, estando atenta no decorrer do processo. Em determinados momentos do experimento, a criança sentiu-se confusa em seus pensamentos, mas na maioria das vezes, foi segura em suas respostas.
No início do experimento, a criança demonstrou muita curiosidade para saber o significado do experimento, mas aos poucos foi desenvolvendo bons resultados.
De acordo com a teoria de Piaget, em relação aos estágios de desenvolvimentos, essa criança encontra-se no Operatório Concreto, visto que neste estágio a criança já tem a capacidade de realizar análises lógicas, pois é uma fase marcada de grandes aquisições intelectuais, onde a criança inicia sua organização de pensamento.
Nesta etapa do desenvolvimento a criança começa a perceber a conservação do volume, a massa e o comprimento. Assim, pode-se dizer que esta menina já consegue identificar a conservação do valume, evidenciando essa fase do desenvolvimento.
É apresentada também nesta fase a reversibilidade, capacidade esta de refazer uma ação, assim como no experimento realizado, a criança conseguiu relatar o início do volume do líquido e o seu resultante.
O experimentador através de suas intervenções, desafiou a criança, explorando-a em seu desenvolvimento. Os contra-argumentos foram utensílios que auxiliaram nas respostas e nos pensamentos da criança. Por sua vez, o contra-argumento causou um desequilíbrio na criança, fazendo que ela pensasse em sua resposta e fizesse uma análise sobre a situação.
No decorrer do experimento, procurei deixar a criança falar naturalmente, sem cobranças, sem envergonhá-la, e ao mesmo tempo tomando nota de tudo que era citado e dito por ela. Minha intervenção era feita se somente fosse necessário.
Por fim, com relação a citação:
“O bom experimentador deve, efetivamente, reunir duas qualidades aparentemente incompatíveis: saber observar, deixar a criança falar, não desviar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria verdadeira ou falsa para controlar”. (PIAGET, J. A Representação do Mundo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, [s.d.].p. 11)

Penso que realizei o papel do experimentador conforme caracteriza Piaget, analisando e observando conforme a criança expressava-se, intervindo na busca de respostas que diferenciassem o estádio de desenvolvimento da criança.



Um abraço, Tamires

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